
Data centers submarinos movidos a energia eólica representam a próxima fronteira da infraestrutura digital sustentável. A China acaba de inaugurar o primeiro data center submarino operacional do mundo alimentado integralmente por energia eólica offshore, um marco que redefine eficiência energética na indústria de TI.
Com a demanda exponencial por computação em nuvem e inteligência artificial, a busca por soluções de infraestrutura de TI sustentáveis tornou-se imperativa para qualquer organização competitiva no mercado global.
A Inovação Chinesa: Especificações e Vantagens

O data center submarino de Xangai, localizado na Área Especial de Lin-gang, é um gigante submerso de 1.300 toneladas posicionado a 35 metros de profundidade. Com capacidade inicial de 24 megawatts e investimento de 1,6 bilhão de yuans, o projeto estabelece novos padrões operacionais.
Os diferenciais principais:
- Redução de 23% no consumo total de energia comparado a data centers terrestres
- Resfriamento natural através da água do mar (4-8°C), eliminando sistemas de ar condicionado
- 95%+ de eletricidade proveniente de energia eólica offshore
- Escalabilidade planejada: segunda fase expandirá para 500 megawatts
A água do mar funciona como um “ar condicionado natural” de eficiência incomparável. Servidores encapsulados permitem circulação de água através de trocadores de calor, transferindo calor diretamente para o oceano. Essa solução elimina compressores, ventiladores e sistemas mecânicos que tradicionalmente consomem 30-40% da energia total de um data center.
Microsoft Projeto Natick vs. China: A Diferença Estratégica
A Microsoft, através do Projeto Natick na Escócia, foi pioneira em validar data centers submarinos. No entanto, existe uma distinção fundamental:
| Aspecto | Projeto Natick | Data Center Chinês |
|---|---|---|
| Objetivo | Piloto experimental | Operação comercial em escala |
| Energia | Rede convencional | 95%+ energia eólica |
| Escala | Prototipagem | 24 MW (expandindo para 500 MW) |
| Modelo | Prova de conceito | Negócio lucrativo |
A Microsoft abriu o caminho; a China está transformando inovação em realidade operacional com viabilidade econômica comprovada. O projeto chinês não apenas prova que data centers submarinos funcionam, prova que podem ser operados continuamente, alimentados por energia renovável e gerar retorno sobre investimento em escala comercial.

A Oportunidade Brasileira: Rio Grande do Sul como Polo Digital
Enquanto a China consolida liderança, o Brasil enfrenta uma oportunidade histórica. A convergência de três fatores cria uma janela estratégica:
1. Cabo Submarino Malbec: Conectividade direta com infraestruturas globais, reduzindo latência e aumentando largura de banda para operações digitais no Cone Sul.
2. Scala AI City: O primeiro distrito de data centers em escala de gigawatts do Brasil, posicionado no Rio Grande do Sul com capacidade computacional comparável aos maiores centros globais.
3. Potencial Eólico: O RS é um dos maiores produtores de energia eólica do Brasil, com capacidade instalada superior a 10 GW, infraestrutura perfeita para alimentar data centers submarinos.
A convergência: Data centers submarinos no RS, alimentados por energia eólica, conectados globalmente através do Malbec e integrados à Scala AI City criaria um ecossistema competitivo globalmente com eficiência energética incomparável.
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Implicações Estratégicas para Decisores de TI
Pressão Regulatória como Catalisador
Regulamentações ambientais rigorosas, LGPD, GDPR, metas de neutralidade de carbono, criam pressão econômica real. Data centers submarinos movidos a energia eólica oferecem solução genuína: não é compensação de carbono, é eliminação de emissões na fonte.
Redução do Custo Total de Propriedade (TCO)
Quando eletricidade é fornecida por energia eólica dedicada, o custo marginal de operação cai dramaticamente. Resfriamento natural reduz custos adicionais. O resultado: TCO 30-40% menor que data centers terrestres convencionais, diferença medida em centenas de milhões de dólares ao longo de 10-20 anos.
Localização como Vantagem Competitiva
Regiões com alto potencial eólico, acesso a água fria e conectividade global se tornam destinos preferenciais. O Rio Grande do Sul se encaixa perfeitamente nesse perfil, oferecendo oportunidade para empresas brasileiras se posicionarem estrategicamente.
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