
O mercado de semicondutores acaba de sofrer um abalo sísmico. No dia 3 de fevereiro de 2026, durante o Cisco AI Summit em San Francisco, o CEO da Intel, Lip-Bu Tan, oficializou o que muitos esperavam: o retorno agressivo da “Blue Team” à disputa das GPUs de alto desempenho e aceleradores de IA.
Para empresas que dependem de infraestrutura escalável, como os clientes da Hardlink, este não é apenas mais um lançamento. É uma mudança de paradigma que foca em eficiência, disponibilidade e no custo por token de IA.
1. A Estratégia “Crescent Island”: O Foco na Inferência
Diferente da abordagem da NVIDIA, que domina o mercado de treinamento de modelos massivos, a Intel apresentou a GPU Crescent Island. Esta placa foi projetada especificamente para a camada de inferência — o momento em que a IA já treinada é utilizada para responder usuários ou tomar decisões autônomas.
Os diferenciais técnicos que você precisa conhecer:
- Memória Gigante e Acessível: Em vez da cara e escassa memória HBM, a Intel optou por 160 GB de memória LPDDR5X integrada. Isso permite manter modelos de linguagem (LLMs) complexos residentes no chip, reduzindo a latência sem explodir os custos de fabricação.
- Resfriamento a Ar: A Crescent Island foi otimizada para servidores refrigerados a ar, eliminando a necessidade de retrofits caros para resfriamento líquido na maioria dos data centers corporativos.
- Eficiência Energética: O foco está no “Tokens-as-a-Service”, entregando uma economia projetada em energia e resfriamento que pode chegar a US$ 1.650 por chip anualmente em comparação a soluções de alta densidade da concorrência.
2. Manufatura Soberana: O Nó 18A e 14A
Um dos pontos mais fortes do anúncio foi a consolidação da Intel Foundry. A Intel confirmou que o seu nó 18A (1.8nm) já atingiu o status de fabricação em alto volume em solo americano (Arizona).
Essa verticalização é crucial para a resiliência da cadeia de suprimentos. Enquanto outras empresas dependem exclusivamente de fundições asiáticas, a Intel está atraindo o interesse de gigantes como Apple e a própria NVIDIA para fabricar componentes em suas plantas nos EUA a partir de 2028, utilizando tecnologias de vanguarda como RibbonFET e PowerVia .
3. Sinergia com a Cisco: O “Unified Edge”
A parceria estratégica com a Cisco, detalhada pelos CEOs Chuck Robbins e Lip-Bu Tan, resultou na plataforma Cisco Unified Edge. O objetivo é levar o processamento de IA para a borda (Edge Computing) de forma segura e integrada.
Isso significa que switches e roteadores da próxima geração poderão trabalhar em conjunto com as GPUs da Intel para processar IA agêntica — sistemas que não apenas respondem, mas agem de forma autônoma — diretamente no local onde os dados são gerados, seja em uma fábrica, hospital ou loja de varejo.
4. O Impacto no Mercado de Consumo e Workstations
Para o setor profissional, a Intel redirecionou o silício de alto desempenho que seria da “Arc B770” para a linha Arc Pro B70. Com 32 GB de VRAM, essa placa se torna uma opção imbatível para desenvolvedores que precisam rodar modelos de IA locais em suas estações de trabalho sem o custo proibitivo das placas topo de linha de outras marcas.
Como a Hardlink pode ajudar sua empresa nessa transição?
A volta da Intel como um player de peso nas GPUs traz o equilíbrio necessário para o mercado, reduzindo a dependência de um único fornecedor e abrindo portas para projetos de IA com um ROI muito mais rápido (estimado em 14 meses para cargas de inferência).
Na Hardlink, estamos acompanhando de perto essas atualizações para garantir que sua infraestrutura esteja pronta para o futuro da computação acelerada. Seja na atualização de servidores Xeon 6 ou na implementação de novas estratégias de Edge Computing, nossa equipe está pronta para integrar essas inovações ao seu negócio.
Quer saber como as novas GPUs Intel podem otimizar os custos de IA da sua empresa?




